headerphoto

Freguesia de Lajeosa do Dão - História

 

Navegação:


História

Artesanato

Desenvolvimento e Turismo

Gastronomia

Tradições

Desenvolvimento Económico

 

História

   Lajeosa do Dão é uma freguesia do concelho de Tondela, distando deste cerca de 12 Km, e ocupa uma área de cerca de 24.31Km quadrados, na característica região do planalto que se ergue entre as distantes serras do caramulo e da estrela que, por cima dele, se afrontam. Integram a freguesia os povoados de lajeosa, Caldas, Corujeiro, Vinhal, Teomil e Salgueiral, todas estas è direita do Dão, e Sangemil, Furadoiro e Penedo, na margem esquerda do rio Dão, situando-se entre uma ligeira depressão do rio de Asnes e a linha de cristas sobranceiras à margem esquerda do rio referido acima. A delimita-la surgem as freguesias de Lobão da Beira , Ferreiros do Dão, Silgueiros e Beijós, também elas integradas no distrito de Viseu que fica a cerca de 17Km da freguesia.

   O topónimo da freguesia parece derivar da palavra latina “Lagenosa”, sendo este um dos nomes mais representados na toponímia do nosso país e cujos os significados derivam da flora, da fauna ou, como neste caso, da natureza do solo. Dado que está sobre um cimo rochoso da pequena serra de Panela, ou Penela, este nome não se poderia enquadrar melhor, como aliás acontece com o lugar de Penedo. O culto de S. Miguel aponta para a antiguidade da freguesia, pois este é um dos orgãos mais antigos do Calendário Litúrgico Cristão, sendo objecto de culto em sítios altos em substituição, na época cristã, ao culto pagão a Júpiter, ainda que não se tenha a certeza que tal tenha acontecido aqui. Todos os outros nome têm na sua formação os sufixos “-al”, “-douro” e “-eiro”, excepto Sangemil e Teomil. Corujeiro, registado nos dicionários com o significado de povoação situada num sítio alcantinado, poderá significar orvalho e nevoeiro, segundo L. de Vasconcelos, se considerarmos que o “a” passou a “o” na palavra carujeiro. O processo que a palavra sofreu denomina-se de assimilação, aparecendo também sob a forma de “carujo”, uma vez que este lugar junto à ribeira do Dão é húmido e frequentemente enevoado.

   Furadouro, um local que se situa junta a um caminho íngreme que se dirige ao Penedo, ajusta-se perfeitamente ao significado que se encontra no dicionário, enquanto que Salgueiral e Vinhal são nomes derivados de palavras do reino animal a que se acrescentaram o sufixo “-al” as palavras Sangemil e Teomil provêem de nomes germânicos, sendo o primeiro derivado de sangemiro e o segundo de teodemiros. “Sangemiro”, que surge em 1258 sob a forma de “Sanj”, baseando-se, segundo o Dr. Piel, em sanchs e se filia no gótico sunja, cujo o significado é “verdade”, até que evoluiu para “Sam” por, ao não se saber qual a sua origem, se confundir a primeira sílaba com a palavra São. A sua primeira referência é o cadastro de 1527 no qual se escreve “sam gymil”. Por sua vez, Teodemirus evoluiu para Teomil, seu genetivo, cujo significado é “o que tem fama junto do seu povo”, surgindo a forma Tuymiro nas Inquirições de 1258.

   A freguesia terá sido ocupada desde tempos remotos como prova a Anta Arquinha da Moura, sendo referida nos século XII e XIII como uma cavalaria, uma instituição pela qual os homens-livres se obrigavam à prestação de serviços no exercito mediaval que se regia pelo foro e pelas obrigações da cavalaria de Terras de Viseu, onde se integrava a Lajeosa. A maoria dos casais da Lajeosa, nomeadamente Lajeosa, Vinhal e Corujeiro, pertenciam a essas cavalarias, que eram consideradas como dispendiosas pelo que os homens-livres deixavam de cumprir as suas obrigações. Deste modo os membros da cavalaria, pertencentes à nobreza, desciam de categoria, primeiro para julgueiros e posteriormente para simples reguengueiros.

Os romanos estiveram também na freguesia em Teomil, segundo testemunham os vestígios arqueológicos, bem como se registou a presença da raça germânica, cujo atestado está nos topónimos referidos acima, juntamente com Rodongo e Tourigo.

    Nas Inquirições de 1527 a paróquia da Lajeosa estava incluída no termo de Viseu, existindo na freguesia apenas um lugar de vilãos, o de Teomil, sendo uma parte dela de cavaleiros que não pagavam foro ao rei, salvo as cointas, porque eram defendidos e amparados por Lourenço Soares e porque estavam em “comenda et maladia do dito senhor.” As terras eram preveligiadas, segundo referido documento, e pertenciam à nobreza, dizendo-se: “quod Lageosa et Vinal et Curugeyro sunt hereditantes de militibus, et nullum fórum faciunt Regi, nisi tantum quod pectant vocem et calumpniam et maiordomus Regis non intrant in Sangimir”.

   Na transição para o século XIV operaram-se profundas alterações na administração local, sendo parte integrante, em 1708, segundo a “Coreografia Portuguesa” do Padre Carvalho da Costa, do concelho de Besteiros, cuja a abadia era apresentada por Gonçalo Peixoto da Silva, morador de Guimarães, e possuía 200 vizinhos. Foi elevada a vila em 13 de Maio de 1999, tendo a sua designação sido alterada de Lajeosa para Lajeosa do Dão.

Artesanato

   O artesanato tem uma forte representaão na freguesia através dos famosos cestos de esteira de Lajeosa do Dão e que todos conhecemos, impropriamente por ceiras ou alcofas. Vemo-las um pouco por todo o país, no campo e na cidade, nas mãos de gente humilde que frequênta os mercados, nas andanças do campo ou a servir de carteira às mulheres. Apresenta-se em nove tamanhos sob um único modelo, em junco e vime, cujo o fabrico se faz em Lajeosa do Dão. Em Vinhal também se faz cestaria, mas apenas em vime, enquanto que as vassouras de lantísca, cuja a matéria prima é a lantísca, são fabricadas, para além deste local, em Lajeosa do Dão. Há outro tipo de vassouras, as vassouras de milho que são fabricadas em toda a freguesia com milho vassouro, faltando referir as miniaturas de madeira, cujo o material utilizado é, como o nome indica, a madeira, sendo fabricado pelos artesãos de Teomil.

Desenvolvimento e Turismo

   Existem várias associações na freguesia, nomeadamente a Associação Social, Cultural, Recreativa e Desportiva do Vinhal, a Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Sangemil, Rancho Flor do Dão, Mocidade Vinhalense, Associação de Caça e Pesca de Lajeosa e Ferreiros do Dão.

   Estas Associações têm a seu cargo a dinamização de actividades de âmbito cultural, social, recreativo e desportivo.

   De salientar ainda a existência de uma secção de Bombeiros Voluntários de Tondela nesta Freguesia. Uns dos seus principais pólos de atracção são as Termas de Sangemil, oferecendo não só a componente turística ligada ao contacto com a natureza e o campo, mas também a vertente medicinal que os seus recursos naturais permitem. As águas termais são meso-salinas, sulfídricas, cloretadas e sódicas, servindo para o tratamento de um largo número de situações clínicas. Aqui encontram-se a nascente que impulsionaram o desenvolvimento das termas, actualmente frequentadas por imensos adultos e crianças em busca de tratamento.

   Um boticário do Convento de Carmo em Braga, o frade Cristóvão de Reis, mencionava num relatório de 1779 as virtuosas águas de Lajeosa do Dão.

Inácio Benevides apresentou em 1817 uma tese de admissão sobre as águas de Sangemil, à Real Academia de Ciências. E, 1867 passam a fazer parte do relatório oficial. Apesar da primeira concessão de explorada ter sido concedida em 27 de Julho de 1894, o decreto de 23 de Janeiro de 1925 declarou-a abandonada.

   Em 1946, a água medicinal de Sangemil era retirada por imersão de um reservatório mandado construir pelo concessionário. O povo ia, então, em busca desta água, sendo cobrado trinta centavos por cada cântaro de 20 litros. Depois era transportada à cabeça ou aos ombros, destinando-se a vários fins. Dado a estância termal se localizar na margem direita do rio Dão, as águas brotam do próprio leito a 49 graus centígrados. Desde 1994, são captados através de furos que atingem os 54 metros de profundidade.

Técnicas Termais


-Banhos de imersão simples e aerobanhos;

-Banhos de imersão com hidromassagem computorizada e duche subaquático;

-Duches mecânicos de jacto e leque (gerais e regionais / directos e tamisados);

-Duches circulares e manupediduche;

-Duches d massagem de Vichy, de Aixe duche basculante;

-Estufas de vapor integral, à coluna, aos membros e Bertholaix;

-Phlebotone e camas termostatizadas;

-Piscina de mobilização;

-Irrigações nasais e pulverizações faríngeas;

-Nebulizações individuais e aerosois sónicos.

Técnicas Complementares:


-Mecanoterapia individual e em grupo;

-Electroterepia;

-Termoterapia;

-Laserterapia.

    É lhe ainda possível desfrutar das belezas paisagísticas das margens do rio Dão e da sua Praia Fluvial, bem como da zona ambiental da serra do caramulo onde se insere o miradouro do lugar do Penedo e da Ponte Pedrinha.

    A deslocação a Lajeosa do Dão faz-se através das estarás nacionais nº 337 e nº2 que ligam Tondela à freguesia. Poderá aceder a Tondela através do IP3 sendo fácil fazer a ligação à A25. Poderá obter mais informações acerca da freguesia junto ao posto de turismo localizado nas Termas de Sangemil.

    Na sua deslocação à freguesia visite a Capela de Sangemil, os Túmulos das Santa Marinhas, a Casa dos Fidalgos, a Igreja Matriz e o Cruzeiro, junto da igreja. Passe de seguida pela Anta Arquinha da Moura situada numa planície a cerca de 2,9 km do Largo de Lajeosa do Dão, na direcção de Ferreirós do Dão. A sua câmara é poligonal com sete esteios, sendo o esteio da cabeceira deste monumento megalítico formado por cinco esteios de cada lado, os quais têm pinturas a vermelho, laranja e uma a preto que representam figuras esquemáticas e antropomórficas de quadrúpedes, um caprídeo e um cervídeo. Do lado norte falta um esteio, destacando-se lajes de cobertura à entrada da câmara e do corredor.

   À entrada do lado norte está um pilar, enquanto que, para nordeste se encontra um corredor ligeiramente deslocado, o qual foi sujeito a escavações em 1991 por estar completamente obstruído. Nesse mesmo ano construiu-se o segundo esteio que faltava, bem como um muro de pedra, procedendo-se à continuação das escavações em 1992/ 1993 para a exploração da câmara. Foi encontrado, nas últimas escavações, um espólio lítico e cerâmico, para além de peças de adorno e ossadas humanas pertencentes a sete adultos e uma criança. Não existe no Tumulus uma carapaça pétrea, tendo sido aproveitado o afloramento granítico sobre o qual o monumento está erguido para a abertura de valas perpendiculares ao eixo do corredor, formando-se assim suportes naturais à contenção de terras do Tumulus. Estas vieram substituir a estrutura de contenção até à periferia do mesmo, estando à volta da câmara e do corredor um contraforte.

   O Solar em Vinhal, datado do séc. XVIII, é igualmente um monumento classificado e encontra-se em Vinhal, na Escada do Rossio, seguindo-se pela estrada que liga Tondela a Viseu, na direcção de Lajeosa do Dão. A sua arquitectura barroca, provavelmente edificada no século XVIII, apresenta uma planta em L, coincidente interior e exteriormente, com dois pisos, cujos volumes têm tendência para a horizontalidade. O piso superior é o piso principal, inserindo-se, na fachada principal, uma maior riqueza decorativa da qual se destacam fenestrações emolduradas e decoradas com aventais. O acesso ao piso superior faz-se através duma escadaria lateral com balaustrada, onde, por sua vez se forma um patamar e um alpendre sustentado por coluna, cuja porta principal de acesso ao interior é um arco rebaixado. Ao lado deste sobressai uma varanda de sacada de igual recorte, bem como um corpo cuja porta de arco abatido e janela de perfil é semelhante às demais.

   O corpo principal do rés-do-chão foi adaptado para bar e comunica com uma sala para arrumos, localizada no corpo lateral, e instalações sanitárias, enquanto que, no piso superior, há um hall de entrada que estabelece ligação com as várias divisões de habitação que comunicam entre si. Estas possuem fenestrações com conversadeiras que também se encontram no alçado tardoz (Paredes exteriores de um edifício à qual se encontra virada para o arruamento) virado para a cozinha, mas neste caso no corpo lateral. Na cozinha sobressai uma chaminé em granito que se apoia numa coluna e numa fenestração de arco abatido. Todas as adaptações forma feitas no séc. XX e foram ao encontro das novas funções de residencial que neste edifício da Misericórdia veio a assumir.

    A Lagareta situada no Pinhal do Outeiro remonta ao Período da Idade Média. Com um estado de conservação razoável, encontra-se no alto de uma encosta.

Gastronomia

    A carne de ovelha ou carne assada com batatas é o prato típico desta freguesia de Lajeosa no dia de festa do senhor do calvário. Os vinhos consumidos na freguesia são maduros, brancos ou tintos, estando a mesma integrada na zona demarcada do vinho do dão.

População

    Lajeosa do Dão tem 2221 habitantes, segundo os censos de 2001, sendo o seu número de pessoas recenseadas 2200. A sua população distribui-se por 15% de habitantes com mais de 65 anos, 75% de população activa e 10% de população com menos de 15 anos. Denota-se um claro decrescimento na população que, em 1991, era de cerca de 2534 moradores, algo que não é com certeza alheio ao facto dos jovens emigrarem para França, na época sazonal, Alemanha e Suíça em busca de melhores condições de vida.

Tradições

   Todos os anos se realizam várias festas e romarias em honra de santos, a saber, a do Senhor do Calvário, junto à Igreja Matriz, no primeiro fim-de-semana de Julho, a de Santa Babara, em Teomil, a 13 de Dezembro, a nossa senhora da Anunciação, na segunda feira de Páscoa, em Corujeiro e Penedo, o Santo António em Sangemil e a de São Miguel no dia 29 de Setembro.

   A Encomendação ou Amentação das Almas é um ritual de larga tradição que se cumpre à muitos anos. Todas as sextas feiras da Quaresma e na última noite de Sábado de Páscoa, homens e mulheres da localidade distribuem-se em circulo por volta da meia-noite, cantando e rezando pelas santas Almas, nos cruzamentos da povoação, terminando sempre com um Pai-Nosso.

   As Janeiras são outra tradição que se mantém no Natal e ano Novo, altura em que a população se junta para entoar os cantares de casa em casa.

   O Enterro do Entrudo é um culto que se pratica no Carnaval. O povo desfila na rua principal transportando um boneco de palha vestido de roupas velhas, durante a qual cantam a música fúnebre e choram pelo “irmão”. No fim, o boneco é queimado no largo de S.Miguel.

   A preservação das danças e cantares que existem na freguesia estão a cargo do rancho Flor do Dão e do Rancho da Associação Social Cultural Recreativa e Desportiva de Vinhal, cuja apresentação se faz no Festival de Folclore do Rancho Flor do Dão e no Festival Folclore da Associação Social Cultural Recreativa e Desportiva de Vinhal, respectivamente. As danças e os cantares reportam-se à época que vai desde 1910 a 1950 e, no passado, apresentavam-se em festas e romarias.

   Os trajes característicos da freguesia são traje de romeiro, usado em dias de festa e romarias, o traje domingueiro, usado aos Domingos, principalmente para ir à missa e em dias de feira, o traje do lavrador abastado, usado pelos grande senhores, donos de grandes riquezas, e o traje de camponês, um traje pobre que era usado por aqueles que trabalhavam a terra no dia a dia. Actualmente, estes trajes são apresentados a quando das actuações dos ranchos quer pelo país, quer nos seus festivais de folclore.

   No passado existiam jogos tradicionais na freguesia , eram eles, o jogo da malha, o jogo do pião, o jogo da bilharda, o jogo do saco, o jogo das pedrinhas, e o jogo do arco.

Jogo Da Malha

   A malha deve jogar-se à distância oficial de vinte e cinco metros, as equipas são sorteadas quinze minutos antes do início do jogo e começa o jogo a equipa que tiver sido seleccionada em primeiro lugar. As equipas mudam de campo sempre que se iniciar uma nova partida. A segunda e terceira partidas são começadas pela equipa que perdeu a anterior. Cada jogo termina quando são completadas três partidas. A pontuação distribui-se da seguinte forma: São contados seis pontos para cada derrube de pinoco, após quatro lançamentos contam-se três pontos para a equipa que tiver a malha mais próxima do pinoco; De cada vez que se vencer uma partida contam-se três pontos.

Jogo do Pião

   Este jogo era praticado essencialmente pelos mais jovens. Depois de fazer um circulo no chão, os jogadores deitavam um pião a girar no meio desse circulo. Os outros participantes lançavam os seus piões, de modo a mandar o primeiro para fora do circulo e, deste modo, ficar com ele.

Bilharda

   Com um pau de cerca de trinta centímetros, uma criança lançava uma bilharda (pequeno pau, com cerca de dez centímetros, com dois bicos) fazia-se uma pequena cova no chão onde coubesse a bilharda. O jogador lançava a bilharda o mais longe possível e a outra criança, do sitio de onde a bilharda havia caído, tinha que tentar mete-la na cova. O lançador da bilharda devia impedir que a bilharda entrasse. Se a segunda criança conseguisse acertar na cova directamente, ganhava cinco pontos e teria a oportunidade de lançar a bilharda. Como, habitualmente, não conseguia, o jogador, refazia um risco à frente da bilharda e o outro tentava de novo, em lançamento livre. Se conseguisse alcançar o seu objectivo, seria ele a lançar, mas, caso não conseguisse, o jogador, com o pau, batia no bico da bilharda, fazendo-a saltar o mais longe possível. No local onde a bilharda caísse, media-se em paus até à cova. O jogo terminava quando um dos jogadores chegava aos trinta pontos, tornando-se assim o vencedor.

Desenvolvimento Económico

   No sector primário destaca-se a agricultura, numa área agrícola que totaliza os 2023,77 hectares que, por sua vez, se distribuem por 465 propriedades. Pratica-se uma agricultura de subsistência, num número que ronda os 78% a propriedades pequenas, cujos produtos são a batata e o milho, sendo a percentagem de terras de relativa rentabilidade 20% e as terras de grande dimensão uma minoria, 2%.

   O sector secundário é o que tem maior peso na economia da freguesia, distribuindo-se por várias actividades geradoras de emprego com a indústria de vinhos, a indústria de marcenaria, a indústria de pirotecnia e a indústria hoteleira.

   No sector terciário há que referir a inexistência de serviços públicos ou privados pelo que se torna necessária a deslocação da população até à sede do concelho. No que respeita ao sector sócio-laboral há apenas a referir o ramo económico cuja oferta comercial satisfaz as necessidades dos habitantes.

   No que diz respeito à rede de transportes públicos existentes, é salientar que a freguesia usufruí de carreiras de transporte público, quer para a sede de concelho, Tondela, quer para a cidade de Viseu, as quais se efectuam diária e regularmente para além de duas praças de táxis.

   Há na freguesia uma rede escolar delimitada à EB1 + Jardim Infantil, de Lajeosa do Dão, até ao terceiro ano, sendo os anos posteriores frequentados na escola EB2,3 Professor Carlos Alberto Mota Pinto.

   Existe, em complementaridade, uma rede de transportes escolares.

Infra-Estruturas Existentes

   Os habitantes da freguesia usufruem de uma rede pública de distribuição domiciliaria de água, a qual cobre cerca de 75% de todo território. De modo semelhante, a rede pública de saneamento implementada serve apenas 50% da freguesia.

   As águas residuais têm sido submetidas a tratamento por meio de fossas sépticas bem como através de uma unidade de tratamento localizada na própria freguesia. Por sua vez, a recolha de resíduos sólidos representam uma cobertura na ordem dos 100%, realizando-se com uma periodicidade de três vezes por semana, sendo de realçar o facto de este sistema englobar a recolha de materiais específicos para reciclagem, tais como vidro, plástico e cartão.

   Relativamente à esfera da Saúde, as estruturas presentes, adequadas à prestação de cuidados e de assistência médica, consiste em numa extensão do Centro de Saúde de Tondela, estando neste momento em fase de conclusão as novas instalações, bem como um Laboratório de análises clínicas, este pertencente a uma entidade privada, além de uma farmácia.

   De referir também, a construção recente de um Parque Desportivo, com campo de futebol de onze e Polidesportivo de relva sintética. Recentemente inaugurado, o Parque de Lazer e recreativo proporciona à população um espaço verde fabuloso, dando a possibilidade, também às crianças de aproveitarem o seu tempo livre no Parque Infantil existente.